09 janeiro 2006

A ÉTICA COMUNICACIONAL NA INTERNET

Por Dênis de Moraes
Professor da Universidade Federal Fluminense


O CÉREBRO PLANETÁRIO
As agudas mutações culturais que incidem sobre o nosso ser-estar na dobra do milênio requerem uma análise abrangente de questões relacionadas à ética comunicacional. Já não vivemos ao alcance apenas do rádio, da televisão, do jornal, da publicidade, do cinema e do vídeo. A era dos fluxos hipervelozes de informação reconfigura irreversivelmente o campo mediático. A força invisível dos circuitos integrados on-line ultrapassa toda e qualquer fronteira, numa rotação incessante.
A veiculação imediata e abundante não somente delineia modos singulares de produção e consumo de dados, imagens e sons, como propicia um realinhamento nas relações dos indivíduos com os aparelhos de enunciação. As máquinas de infoentretenimento reinventam-se como organismos de difusão simbólica, seja em decorrência da brusca aceleração tecnológica, ou pela possibilidade de se ajustar a vias de mão dupla no tráfego de mensagens.
Neste quadro de deslocamentos e rupturas, o fenômeno Internet precipita mudanças de paradigmas que podem ser absorvidas em sintonia com a idéia de humanização da sociedade. Na órbita da mega-rede digital, flutuam instrumentos privilegiados de inteligência coletiva, capazes de, gradual e processualmente, fomentar uma ética por interações, assentada em princípios de diálogo, de cooperação, de negociação e de participação.
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