17 janeiro 2006

Comunicação sem barreiras


Primeiro dia de aula.
Euforia por parte dos alunos: ansiosos por acessar a rede e se comunicar com o mundo.
Decepção.
"Estamos off-line" - explica o mediador com medo de ser jogado pela janela...
Improvisação. Aula teórica em pleno laboratório.
Tentativas de que o grupo participe, mas todos calados.
Ironicamente, a aluna que "mais fala", é muda. Me informa (via tradutora) sobre um site expecífico para deficientes auditivos (www.surdosol.com.br).
Dia seguinte. As oito da matina me deparo com um aluno no laboratório:
- Bom dia!
Sem responder, ele faz sinal de positivo, me cumprimenta e "diz" que é deficiente auditivo.
Lembro-me do site sugerido na aula anterior e acesso o mesmo.
Para minha surpresa, este aluno também conhecia o site. Encontramos o alfabeto de sinais e nos comunicamos através dele. Quebro uma barreira que hoje me fez ter dois novos amigos.

Acordando às quatro da manhã, saindo de Guarulhos e vindo ao Embú, estou aprendendo que ensinar é passar aos outros aquilo que sabemos e, em troca, aprender mais do que sabíamos.

Fábio Camilo