27 dezembro 2005

RELATOS DE UMA NOITE NO EMBU - 22 de dez 2005





COMEÇAMOS!!!!!! E QUE COMEÇO!!!!!
Caros, quero cumprimentar a todos pelo desempenho nos primeiros dias de atividade no Embu. Todos sabem que as atividades que estavam previstas para os dias 26, 27 e 28 foram suspensas. A suspensão foi uma reivindicação da coordenação do NCE em vista das dificuldades operacionais apresentadas. Nenhuma dessas dificuldades é de responsabilidade da equipe do NCE. Nesta semana, a coordenação geral do projeto Geração Cidadã está se esforçando para resolver os problemas pendentes: a acústica infernal do complexo de salas próximas ao auditório, o funcionamento da Internet, a compra e instalação dos equipamentos de rádio, a limpeza e arrumação diária das salas (trata-se de conseguir junto à prefeitura do Embu uma equipe de funcionários para fazer o serviço de limpeza; por enquanto, eles contam com apenas dois funcionários, que não podem, obviamente, dar conta de todo o trabalho).
Bem, como eu disse, as soluções desses problemas está sendo encaminhada pela coordenação geral do GC.
Voltemos então à nossa atuação nos dias 20 e 21.
Acho que o principal é que começamos. Não temos mais que fazer exercícios de imaginação sobre o que vamos encontrar. O começo, acho eu, é sempre o momento mais difícil, porque vem carregado de incertezas. Agora não mais. Sobretudo, aquilo que era uma certeza se tornou fato: TEMOS UMA EQUIPE EXCEPCIONAL. Com salas apertadas e cheias, com um ruído infernal, Internet fora do ar... os mediadores conseguiram instaurar uma relação pedagógica com as turmas, diferenciar o perfil das nossas atividades das referências anteriores que os jovens tinham no projeto.
Se conseguimos fazer isso apesar das dificuldades imprevistas, imaginem o que não faremos quando essas dificuldades, ou pelo menos parte delas, forem solucionadas. De nossa parte, isto é, da parte da coordenação da equipe do NCE, fica o compromisso de deixar tudo bem claro para os coordenadores do Geração Cidadã: eles estão tendo uma ótima oportunidade para dar aos jovens que participam do projeto uma experiência ímpar em matéria de educomunicação, basta agora solucionar os problemas que não estão previstos no contrato estabelecido nem nas negociações mantidas durante meses antes do início das atividades.
Se conseguimos fazer isso apesar das dificuldades imprevistas, imaginem o que não faremos quando essas dificuldades, ou pelo menos parte delas, forem solucionadas. De nossa parte, isto é, da parte da coordenação da equipe do NCE, fica o compromisso de deixar tudo bem claro para os coordenadores do Geração Cidadã: eles estão tendo uma ótima oportunidade para dar aos jovens que participam do projeto uma experiência ímpar em matéria de educomunicação, basta agora solucionar os problemas que não estão previstos no contrato estabelecido nem nas negociações mantidas durante meses antes do início das atividades.O que segue abaixo são os depoimentos dos mediadores que participaram das atividades do dia 22 de dezembro no turno da noite. Esse dia foi marcado pela nossa surpresa em virtude do não funcionamento da Internet. A solução que encontramos – concentrar as atividades na produção de cartazes temáticos por cada um dos cinco grupos de cada turma – mostrou-se interessante por permitir a primeira atividade de grupo e a consolidação dos laços de colaboração e de participação coletiva dos alunos. Também ajudou os mediadores a perceberem melhor os perfis dos grupos e das turmas e a estabelecer com eles um diálogo pedagógico que toma forma seguindo os princípios de uma relação aberta e democrática na qual o mediador atua como um facilitador para a atuação dos indivíduos e dos grupos. Creio que os depoimentos revelam que fomos bem sucedidos na nossa prova de fogo.

Cumprimento mais uma vez a todos,
Robson.

Tiago Pessoa

“A impressão que eu tive das turmas da noite é que eles, genericamente (como eu tenho o referencial das turmas da tarde), eles têm uma participação que eu julguei maior. O nível de desinteresse foi baixo, particularmente nas turmas que ficaram na sala de informática. Eles apresentam alguma dificuldade com a língua portuguesa, mas do ponto de vista da geração de idéias e da elaboração de layouts dos cartazes, eles tiveram um planejamento muito satisfatório e, na minha avaliação, acima da média do pessoal da tarde, talvez por uma maturidade, porque a maioria deles era mais velho.”

Marcelo Vicentin (Mediador da turma N-2)

“A compreensão que eu tive da turma, diferentemente do Tiago, que trabalhou com a turma da tarde... eu acho que vai ser extremamente problemático trabalhar com eles. E é um problema meu. Eu tenho que moderar a minha linguagem para que eu possa ser entendido mais facilmente por eles. Isso advém da dificuldade de compreensão de determinados termos por eles, da dificuldade de compreensão que eles têm do conceito de Internet, das possibilidades da Internet, talvez pela falta de acesso deles, da dificuldade que eles têm de trabalhar em grupo. Eu já estou construindo um discurso de que vai ser um processo lento, de que eles têm que ter paciência, muita paciência entre eles mesmos, as dificuldades que eles vão ter de trabalhar um conceito, talvez um único conceito, para que todos possam participar nesse algo tão amplo assim, para evitar que se perca a unidade de um grupo, tornando-se algo individual. Então isso é difícil, é muito difícil para eles, porque isso é uma dificuldade que eles já trazem e é uma relação que eles estão começando a trabalhar agora.Do lado positivo, eu acho que há um interesse muito grande por parte de todos. De uma forma negativa, como há alguns extremamente expressivos, há outros extremamente tímidos; tímidos mas que você senta para conversar com eles e eles se abrem, conversam, expõem suas idéias... Só que para o grupo todo isso é muito difícil, então tudo isso vai ter que ser trabalhado de pouquinho em pouquinho e talvez no fim do curso, daqui a onze semanas, consiga-se ter uma evolução muito grande com eles e fazer com que eles trabalhem em grupo. Quanto à vontade, eu achei perfeito; por enquanto, todos demonstram uma vontade muito grande de trabalhar.”
Noemi

“Para complementar o que os colegas já falaram, eu achei que a turma é bastante participativa, eles produziram bastante, ao meu ver. E eu acredito que não vai haver tanta dificuldade de atuar como grupo. Eu acho que o que o Marcelo colocou é verdade. Achar um tema só é meio complicado, mas como trabalhar como grupo, eu acredito que não. A força de vontade deles é bem grande, deu para notar isso. Eles também são bastante interessados. E, no mais, eu acho que vai correr tudo bem.”
Márcia

No meu grupo, quase metade dos alunos ainda não chegou. Então, é um grupo muito delicado, eles são gentis uns com os outros. O Adalto viu isso hoje... Então é um grupo que dá bastante prazer de estar junto. É um grupo que eu acho muito infantil, não é tão adulto. É um grupo muito legal, bastante respeitoso. Eu acho que esse é um ponto bastante positivo.
Hoje, particularmente, o que eu gostaria de destacar é a possibilidade de parceria com o Adalto. A atividade da criação dos cartazes foi uma atividade que no início me deixou preocupada com a atuação de dois grupos. No início eles estavam muito emperrados e o Adalto veio, conversou comigo, me deu um toque sobre o que poderia estar emperrando, eu acho que isso foi legal. E depois, no momento da socialização, eu acho que foi um momento muito bacana de ver o quanto essa parceria do mediador com o mediador do laboratório é bacana, porque os meninos se apresentaram, ficaram muito legais as produções deles e eu falei o que eu achava, mas só que o meu saber vai até um determinado ponto e depois o Adalto fez uma síntese e ressaltou outros aspectos e acho que isso valorizou muito o trabalho deles e eles se sentiram muito importantes. E quando a gente foi passar a música do Gil, uma aluna disse assim: “Eu quero falar com ele, que ele é que entende tudo de Internet.” E ele: “Não, eu não entendo...” Mas eu acho que essa parceria é uma coisa que talvez a gente a gente pudesse pensar de isso acontecer em outros momentos, porque é uma coisa que complementa; dentro da sala de aula, eu acho que é uma coisa que complementa.De uma maneira geral, eu acho que foi bastante agradável, ontem e hoje, e eu estou ansiosa para ver a carinha dos outros.”
Adalto

“Hoje eu tive a oportunidade de trabalhar com a Márcia. E, realmente, é um grupo muito interessante. Como a Márcia falou, é um grupo muito tímido ainda. Você percebe. Eu até comentei com a Márcia que a gente não consegue perceber ainda quem são os líderes da sala. Está muito escondidinho ainda, o pessoal ainda meio tímido para falar... E as considerações que nós fizemos foi relacionar o trabalho que eles tinham feito nos cartazes com a comunicação, com ações voltadas para o mercado de trabalho. Teve um grupo que pensou, foi mais personalista, colocou como se fosse a foto deles, como se fosse a foto deles que cada um gostava. Nós salientamos a questão da identidade, que eles estavam reforçando isso. Então foi uma experiência interessante, porque foi diferente de ontem, que era um grupo mais participativo, que tinha mais energia. Nesta sala realmente a gente sentiu que estava um pouco apagado.”

Andréia (N-3)
“No geral, a turma foi bem, cumpriram as atividades normalmente. Foram mais lentos no sentido de se interessarem; a gente teve que animá-los com uma certa freqüência. Só dois grupos a apresentaram problemas. Um grupo quase não produzia nada e a gente teve que se aproximar mais. E um outro excessivamente agitado. Mas, no geral, foi tranqüilo.”
Walter Batata

“Primeiro eu queria dizer que eu estou cansado... sem voz... é que foi “pauleira”, mas foi bem legal a turma de hoje... A diferença do ambiente, da sala... a atividade lá embaixo e a atividade aqui em cima... A gente só quer isso, uma salinha pequena como essa, mas que tenha um pouco de paz. Lá embaixo pode ser pequena também, não tem problema.
Já foi bem diferente. Esse grupo ontem foi um pouco mais pesado, foi um pouco mais desgastante e eles estavam um pouco mais resistentes. Hoje ainda houve resistência no início... a coisa da piadinha.... fazer piadinha enquanto os outros estavam se apresentando... Houve rodada de apresentação dos alunos novos.
Mas teve uma coisa “muito louca”, que na hora das atividades, a coisa “rolou” nos grupos. É óbvio que não é a mesma proporção das turmas da tarde. Lógico que ainda há grupos que tem alguns jovens mais e outros menos participativos, isso é natural. É a primeira produção coletiva deles. Mas “rolou” uma coisa muito legal. Foi que algumas falas dentro dos grupos, de algumas pessoas, conseguiram chamar a atenção dentro daquele pequeno grupo. E eram falas que vinham mostrar que... – eu lembrei do Joari, que o Joari falou à tarde que eles é que vão mostrar para a gente que grupo é esse, quais são as necessidades... E teve uma coisa de eles mostrarem assim de maneira gritante as dificuldades deles, a questão do emprego, a questão da inclusão social e a dificuldade... Qual a primeira dificuldade deles? Isso foi o Tiago que falou, um estudante. A primeira dificuldade é o dinheiro, para sair de casa, para ir buscar emprego, o dinheiro da passagem. E “rolaram” uns papos assim, que foram representados nos cartazes. Esse papo rolou na socialização, no grupão, e houve assim uma coisa de a garotada prestar a atenção. Esse grupo, ao contrário do que eu estou ouvindo dos outros grupos, é um grupo que parece ter um pouco mais de noção do que eles estão fazendo aqui, apesar de no início ter aquela coisa de “Não, eu não sei o que eu estou fazendo aqui. Isso aqui, eu caí aqui de pára-quedas nesse curso.” Mas as falas são muito positivas.”
Ronaldo (ficou na N-4, com o Batata)
“Eu acho que eu tive uma experiência à tarde e outra agora, à noite. Foram experiências totalmente distintas. À tarde eu tive uma decepção... não uma decepção, mas um desânimo com o qe “rolou” e agora à noite eu tive um ânimo. Me animou de ver, porque como o Batata falou, teve piadinha, tem um pessoal assim meio criança na hora de prestar a atenção às explicações. Isso tem e é normal. Mas acho que na hora da atividade eles foram muito bons, eles discutiram, eles trabalharam mesmo. Esse Tiago, esse aluno que o Batata falou, um rapaz muito maduro para a idade dele, foi lá na frente apresentar o trabalho dele e foi de uma sensibilidade que arrepiou. O jeito que ele falou... falou de uma maneira que você sente mesmo... falou que ele não se sente humano, porque ele não consegue emprego, se sente excluído, que é muito ruim não ter dinheiro, não sabe o que fazer. Eles conseguiram expor o que eles estavam pensando, sentindo, de uma maneira discutida e de uma maneira muito bem posta. Foi isso que eu achei. Achei muito legal.”
Silvânia (mediadora da N-5)

“O grupo de ontem estava bastante conturbado, bastante ansioso, bastante problemático. Mostrou que será um desafio. Hoje foi mais tranqüilo porque o grupo foi dividido. Eu fiquei apenas com três grupos. Minha outra colega ficou com os outros dois.
A princípio a impressão que eu tive desse grupo é que é um grupo que não têm comprometimento, é um grupo adolescente mas que não me causou, enfim, nenhuma impressão...
A partir de hoje, diante da atividade que foi proposta, eles me convenceram de que realmente você vai instigando, instigando, passando informação... E eu tenho uma preocupação muito grande de que esse projeto venha a ser o que se propôs, a cumprir o objetivo central que é trazer algumas coisa de fato para eles... Essa é ma preocupação minha. E hoje, depois que eles fizeram os cartazes, foram lá na frente e apresentaram, fizeram uma socialização, eu fiquei mais tranqüila e pensei: “Puxa-vida!!! A gente está começando a cumprir o nosso trabalho aqui!” Porque as preocupações com relação à saúde, com relação a todos os assuntos realmente existe dentro deles...
Mas uma coisa que eu queria falar é que eles têm uma forma ainda muito genérica, eles vêem a Internet ainda como uma coisa... como um milhão de coisas. Então a gente tem ainda que depurar isso para encontrar uma característica de cada grupo, que ainda não se formou.”

Tereza

“Eu estava também junto com o Lúcio e a gente teve uma grata surpresa, porque de cara a gente conseguiu identificar os líderes. São líderes maravilhosos, articulados, pessoas que conseguem mediar o grupo, acho que de ótima qualidade. Agora, uma coisa... a gente tem uma intencionalidade e a gente não pode fugir desse foco. Então essa intencionalidade, a gente usou de acordo com a necessidade que o grupo trouxe. A primeira coisa foi: o que você sabe de blog? – “Ah, blog tem uma cara de jornal...” E a gente pegou esse link e trabalhou o blog para que esse blog tenha a característica, tenha a cara do grupo. E foi muito legal, porque na hora da apresentação, os caras colocaram os temas: saúde, sexualidade, esporte e lazer, que é uma questão de necessidade da própria comunidade do Embu e do entorno. Então eles querem trabalhar o foco da comunidade e dessa necessidade. Eles não querem ir muito longe; eles querem valorizar o que eles têm. E um cara que apresentou, que eu agora não lembro o nome, foi magnífico. Ele usou um português que eu olhei para o Lúcio e falei: “o que eu estou fazendo aqui?!” E foi muito interessante, porque têm que estar muito atento a isso...
Bem, esse foi o resumo, falar de tudo exigiria mais tempo.[Lúcio, à parte]: eu acho que o rapaz que apresentou falou assim: “Eu não quero falar de um pedaço nem de uma metade; eu quero falar sobre o inteiro”. Ele resumiu tudo.

Fabrício
“Fiquei trabalhando com a Silvânia. Peguei uma galera muito enérgica. Fui muito bem recebido por eles. Peguei um ponto muito importante que um dos grupos colocou. Os três colocaram o mesmo ponto, só que um foi mais fundo, que foi trabalhar muito sobre DST, efeitos de drogas... estão querendo trabalhar muito sobre isso.”

23 dezembro 2005

SIGNO, SIGNIFICANTE, SIGNIFICADO


Outro dia, eu estava andando em direção ao metrô Vila Matilde (próximo da minha casa) quando, ao virar uma esquina, me deparei com três crianças (nenhuma delas com mais de dez anos de idade, creio). Cada uma segurava uma pipa recém-comprada, nas mãos. O que chamou minha atenção para este fato é que uma destas pipas estampava a suástica nazista. Fiquei perplexo. Se não bastasse, ouvi de um dos garotos, que apontava para a tal pipa: "- Essa é que é da hora...". Segui meu caminho. Toda a cena não durou mais que vinte segundos; na minha mente, a tarde inteira.
Conversei sobre o que vi, com dois colegas de trabalho. Ouvi do mais experiente que eu deveria ter alertado os garotos de que aquele símbolo havia sido usado em guerra, trazendo muita morte, inclusive de crianças. Em contrapartida, para a colega mais nova, "aquela era apenas mais uma pipa para as crianças, pois as mesmas não sabiam (e é melhor que nem saibam) o que representou a suástica para a história da humanidade".
Em comum, ambos repudiaram o fabricante e o vendedor deste "brinquedo".
Surpreso, impotente e omisso foi como senti-me naquela tarde.

Wallace

17 dezembro 2005



Atenção educomunicadores!!!
Publique aqui o seu perfil e concorra a um mês de férias paradisíacas, com tudo pago, em Fernando de Noronha.

...no ano que vem, é claro.

CONVERSA DE VESTIÁRIO


Olá, figuras.
Hoje visitarei os coordenadores do projeto Geração Cidadã, no Embu, já para tratar dos detalhes da nossa “estréia” no dia 20. Enquanto escrevo, um grupo de mediadores do NCE está fazendo capacitação de rádio no Colégio São Luis sob orientação do Reato, do Luis e do Rapha. São já as últimas conversas de vestiário, antes de pisarmos o gramado: “É uma partida difícil, a gente temos qui respeitar o adversário. Mas a gente vamos dar tudo de si pra conseguir a vitória e dar mais uma alegria a essa torcida maravilhosa.
Bem, o adversário são as limitações de tempo que nós temos para realizar as atividades, o grande número de cursistas, o número de computadores e de equipamentos de rádio que vamos utilizar, as salas de aula um tanto apertadas etc... Mas temos um grande time, uma equipe de primeira que não nega o seu favoritismo.
Esse post é só pra deixar aqui uma recomendação de vestiário (quando estamos vestindo a camisa): vale a pena revisar os roteiros de atividades e os textos de apoio; eles são um guia para as ações que vamos desenvolver e apresentam os objetivos e metas que almejamos, mas é indispensável que cada mediador tente planejar a partir deles as suas estratégias de abordagem didática, o seu modo pessoal de se comunicar com o público que terá diante de si.
Abraços,
Robson.

16 dezembro 2005

Eu sou...

EU sou

Lucio Almeida, tenho 21 anos, vivo entre jundiaí e sampa.
Estou estudando o material do projeto que me foi entrege e estou curioso. Digo curioso pois pra mim a curiosidade move o homem... blablablá.. rs
Já participei do projeto Escola da Familia do governo paulista...
Agora vejo um bom desafio pela frente.
Vamos nessa!
Como diz uma pessoa...
Um abraço em todos os companheiros e companheiras.

Meu Blog

Novas experiências...


Bom, meu nome é Pamella, a da fotinho ai do lado hehehee... Estou muito animada com esse projeto e espero contrubuir bastante tanto para o desenvolvimento da atividade como para o crescimento pessoal dos meninos que participarão dela.

Oficina de sexta-feira













A oficina de capacitação de sexta que aconteceu pela manhã contou
com os seguintes mediadores:

Carmen Lucia Gattás
Cláudia Ribeiro
Edvan Brito
Lucio Almeida
Márcia Cristina da Silva
Maria Salete Prado Soares
Marina Mitiko Yara
Paula Trindade dos Santos
Pamella Araujo
Uilna Zélia
Wallace Bernardo

Foi muito bom! Aprendemos com o Lúcio e o Robson a colocar fotos nos comentários. Vejam abaixo como ficou:

Vale a pena

Espero que tudo dê certo. Torço por projetos como esse!
O mundo realmente precisa disso!

Perdido

Quer saber? Estou muito entusiasmada com a idéia do Blog, quero logo construir o meu, mas confesso que o processo anda meio truncado...
Paciência é a ordem da vez!

15 dezembro 2005

Confraria de blogueiros educomunicadores


Estiveram na capacitação para o uso de blogs no projeto Geração Cidadã:

Walter Figueiredo Batata
Renato Tavares
Nina Nazário
Vanessa Pipinis
Marcelo Montenegro
Renata Sanches
Carlos Alberto Moraes
Uilna Zélia
Noemi Costa Marques

Todos agora iniciados na blogosfera.

Os mediadores que ainda não fizeram a capacitação terão a última chance amanhã, sexta-feira, dia 16, das 08:00 às 11:30 hs.

Capacitação para o uso dos blogs no projeto GC

Estiveram na capacitação sobre o uso de blogs no projeto Geração Cidadã:
Marcelo Vicentin
Flávia Rios
Silvânia Maria Barbosa
Denise Rocha
Tereza Arrais
Fabrício Oliveira
Carlos Alberto da Silva
José Sérgio Sutra Pinchiano
Marcos Rogério da Silva
Talabi Pitanga
Joari A. Soares de Carvalho
Luis Henrique A. Soares
Rafael Frreira da Silva
Douglas K.
Alda Ribeiro Martins

Creio que foi possível socializar a intenção que temos com o uso dos blogs no projeto. É importante frisar, contudo, que a separação entre a capacitação para o uso dos blogs e para o uso do rádio tem um caráter meramente operacional (exigiria muito tempo fazer as duas capacitações juntas) e que o rádio e a internet são mediações tecnológicas complementares em vista do mesmo objetivo, o de criar situações de construção de sentido das quais decorrem o processo de aprendizado pretendido pelo curso. Por isso reforço o aviso sobre a capacitação de rádio que acontecerá no Colégio São Luis, esquina da Paulista com a Hadoc Lobo, neste sábado das 09:00 às 13 hs.
Quanto as questões suscitadas durante e após a capacitação de blog, reforço a idéia de nos manifestarmos aqui (enquanto não desenvolvemos o espaço virtual oficial do projeto), apontando problemas e sugerindo soluções.
Abraço a todos,
Robson.

14 dezembro 2005

O BLOG: conceito e uso pedagógico

Por Maria Salete Prado Soares (Mediadora no projeto Geração Cidadã)

O blog é uma página web atualizada freqüentemente, composta por posts (entradas compostas por textos, fotos, ilustrações, links) que são armazenados em ordem cronologicamente inversa, com as atualizações mais recentes no topo da página. São muito fáceis de serem criados.
Podem ser espaço para observações do cotidiano, mural de recados, laboratório de experimentações literárias, depósito de links curiosos, relicário de agruras sentimentais, diário de viagem ou tudo isso ao mesmo tempo.


O blog, em sua estrutura, permite adicionar uma série de links, o que possibilita a criação de uma teia de relacionamento sem quaisquer limites.
A enciclopédia Wikipédia cita Pierre Lévy nesse aspecto: “os novos meios de comunicação permitem aos grupos humanos pôr em comum seu saber e seu imaginário [...] o coletivo inteligente pode inventar uma 'democracia em tempo real', uma ética da hospitalidade, uma estética da invenção, uma economia das qualidades humanas”.
Assim criar e manter um blog é uma forma de estar se inserindo em novas comunidades, colaborando com a inteligência coletiva e criando novas posturas éticas e morais dentro do ciberespaço.

Pedagogicamente, o blog possibilita a abertura de um canal valioso entre professor e aluno. Ele pode ser utilizado de várias maneiras e de modo criativo, já que com os novos recursos é possível adicionar fotos, filmes e outras novidades ao blog. Por exemplo, no endereço http://videolog.click21.com.br/videolog/vdl_index.php?user=conexaoxxi
temos acesso a vídeos que abordam alguns temas muito próximos aos jovens que permitem discussões interessantes que podem ser aproveitadas pelo professor.

Alguns pesquisadores relacionaram as seguintes vantagens do uso pedagógico do blog:
1- É divertido
2- Aproxima professor e alunos
3- Permite refletir sobre suas colocações
4- Liga o professor ao mundo
5- Amplia a aula
6- Permite trocar experiências com colegas
7- Torna o trabalho visível

Pessoalmente, tenho o hábito de utilizar o blog em sala de aula como um complemento das atividades de classe. Exemplo de blog para 1ª série de Ensino Médio:
http://sa-blogs.blogspot.com/2005/02/marina-o-curta-metragem.html
http://sa-blogs.blogspot.com/2005/09/gravidez-na-adolescncia.html
Este outro foi elaborado para o 3º ano Médio.
http://sa-linhas.blogspot.com/2005_03_01_sa-linhas_archive.html
No meu trabalho como professora, estou totalmente envolvida com o blog. Elaborei juntamente com outras três educadoras (uma delas especialista no assunto, residente no Rio Grande do Sul) um projeto de curso semi-presencial, a ser realizado pela Cidade do Conhecimento da USP.
O projeto visa propiciar elementos para que o professor possa, efetivamente, apropriar-se do recurso digital “BLOG” de modo integrado a um projeto pedagógico mais amplo. O blog deve servir, também, como veículo de interação entre os professores e destes com os alunos. Além disso, a utilização do meio Internet facilita a atualização tecnológica e pedagógica do docente.

Na concepção do curso, é fundamental que o professor (ou grupo de professores) elabore um projeto pedagógico que se constitua como um trabalho planejado e integrado, coerente com as necessidades e aspirações da instituição escolar a que pertence, do qual o BLOG é uma das ações desenvolvidas.

Além disso, este recurso pedagógico deve funcionar como uma porta de entrada para experimentações com outros recursos digitais e propiciar intensa colaboração entre aluno-professor.
Reproduzo aqui a justificativa apresentada naquele projeto:
As profundas e significativas transformações registradas no século XX, que abrangeram quase todos os âmbitos, sociais, econômicos, políticos, culturais estão, em grande parte ligadas ao surgimento de tecnologias da comunicação e da informação. Elas reorganizaram práticas, vivências, estruturas, infiltrando-se em praticamente todos os setores da sociedade, alterando rotinas sedimentadas. Possibilitaram a construção de uma malha de conexão entre áreas do conhecimento distintas e a criação de uma dimensão por onde transitam idéias e conceitos díspares, permitindo à humanidade vivenciar novas experiências no saber, no fazer, no sentir.
Estamos diante de um ecossistema comunicativo conformado não pelas máquinas ou meios, mas por linguagens, saberes e escritas, pela hegemonia da linguagem audiovisual sobre a tipográfica que desordenam e remodelam as formas de aquisição do saber e do conhecimento, incidindo diretamente no modelo escolar (Martín-Barbero,1996)
A educação não pode desconsiderar a nova realidade, as novas relações que se estabelecem entre os seres, a velocidade das informações e o novo sensorium. É fundamental que a escola e seu corpo docente não sejam alijados do ecossistema comunicativo proporcionado pelas TICs, que está em permanente mudança, o que requisita contínuo aprendizado.
Pesquisas realizadas indicam que é necessário envolver boa parcela do corpo docente e integrar as linguagens e culturas trazidas pelos alunos, num movimento dialógico (Freire, 1975), para que transformações substantivas na dinâmica da escola aconteçam. (Soares, 2004)
As novas tecnologias apresentam recursos que podem contribuir para trazer formas dinâmicas e inovadoras para a sala de aula, abreviando a distância entre aluno e professor, uma vez que estabelecem forte empatia com o alunato.
Dentre esses recursos digitais, pretende-se utilizar o blog, um espaço virtual interativo na Internet, de fácil manipulação, que permite atualizações freqüentes e a inserção de comentários (posts) de seus visitantes. Essas características garantem agilidade, possibilitam a colaboração e a formação de redes. Ele funciona como trampolim para o docente ter acesso a outras experiências digitais, já que seu uso é simplificado. Além disso, blogs podem ser conectados para constituir um todo temático de modo rápido e muito eficiente.
Promover um módulo cujo tema seja o uso pedagógico do blog é uma excelente forma de propiciar uma cultura de uso dos recursos digitais com vistas à emancipação nessa área.

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_blogs_educativos
http://www.educacional.com.br/articulistas/betina_bd.asp?codtexto=636
http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/1578,1.shl

BLOGS NO GERAÇÃO CIDADÃ



O que pretendemos no trabalho que utiliza a mediação tecnológica da Internet e da ferramenta denominada blog?

  • Criar situações de socialização e aprendizagem nas quais a comunicação interpessoal seja um fundamento da produção dialógica do conhecimento.
  • Aproximar o aluno da experiência de comunicação mediada por computador e familiarizá-lo com o universo de informações e de trocas comunicacionais da Internet.
  • Desenvolver formas abertas e democráticas de participação e de gestão em processos comunicacionais.
  • Propiciar um processo pedagógico de produção de sentido pela inserção norteadora ou transversal de temas como Educomunicação, Meio Ambiente, Jovens e Mídias, Democratização da Comunicação, Diversidade Cultural, e Promoção da Saúde, Elevação da Escolaridade, Ética e Cidadania, Noções de Empreendedorismo.

    Todas esses aspectos envolvidos em nossas ações devem ser coerentes com a perspectiva da Educomunicação, definida, segundo o professor Ismar de Oliveira Soares como “um conjunto de ações inerentes ao planejamento, implementação e avaliação de processos, programas e produtos destinados a criar e a fortalecer ecossistemas comunicativos em espaços educativos presenciais e virtuais, assim como melhorar o coeficiente comunicativo das ações educativas, incluindo as relacionadas ao uso dos recursos da informação no processo de aprendizagem.”